Descrição de chapéu Opinião Hanuska Bertoia

Billy Wilder, diretor dos clássicos

Ele passou do drama à comédia, em um currículo invejável, com seis Oscar como diretor e roteirista

 
O cineasta Billy Wilder
O cineasta Billy Wilder - Divulgação
São Paulo

São poucos os diretores de cinema que têm um currículo recheado de clássicos. Billy Wilder faz parte deste seleto clube. Como diretor, ele conquistou três Oscar, além de outros três como roteirista. Nascido na Polônia em 1906, filho de judeus, ele tornou-se roteirista no início dos anos 1930, em Berlim. Com a ascensão de Hitler na Europa (teve a mãe e os avós mortos em Auschwitz), mudou-se para os EUA, onde buscou trabalho em Hollywood. Atuou como roteirista e, a partir de 1942, também começou a dirigir. Três anos depois, ganhou seu primeiro Oscar, por “Farrapo Humano”, sobre um alcoólatra que tem a vida destruída pelo vício.

Em 1950, dirigiu “Crepúsculo dos Deuses”, um retrato ácido de uma Hollywood que esquece seus ídolos envelhecidos. Gloria Swanson é uma atriz que vive do passado, em uma mansão em Sunset Boulevard, rua que dá nome ao filme. Seduzida por um jornalista, ela acredita que retornará aos dias de glória em Hollywood. Ao final, volta a ficar sob os holofotes. O filme deu a Wilder seu segundo Oscar como diretor.

Alguns dos clássicos de Wilder também se tornaram clássicos para atrizes e atores que deles participaram. Um exemplo é “Sabrina”, obrigatório na filmografia de Audrey Hepburn. E o que dizer de Marilyn Monroe? Duas de suas principais interpretações estão em filmes do diretor: “O Pecado Mora ao Lado” e “Quanto Mais Quente Melhor”. A primeira obra tem a cena mais famosa de Marilyn, reproduzida centenas de vezes na cultura pop: ela, parada em uma saída de ar, com o vestido branco esvoaçante.

Já em “Quanto Mais…”, a atriz divide a atenção da plateia com Jack Lemmon e Tony Curtis. Eles são dois músicos que, perseguidos pela máfia, fogem de Chicago disfarçados de mulheres, em meio a uma banda feminina. A vocalista do grupo é Marilyn, que encanta o personagem de Curtis, enquanto a versão feminina de Lemmon é assediada por um milionário. Diversão garantida! 

Lemmon repetiu a parceria com Wilder em outros dois clássicos, “Se Meu Apartamento Falasse”, que rendeu ao diretor o terceiro Oscar, e “Irma La Douce”. Em ambos, o ator contracena com uma jovem Shirley MacLaine. No primeiro, ele é um funcionário que empresta seu apartamento para o chefe se encontrar com a amante. No outro, Lemmon é um policial demitido que se apaixona por uma prostituta, interpretada por Shirley.

 

ONDE VER

CREPÚSCULO DOS DEUSES, 
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SABRINA, 
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FARRAPO HUMANO, 
americanas.com.br: DVD a partir de R$ 29,90
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O PECADO MORA AO LADO, 
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Telecine Play: para assinantes
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