Morre vigilante da CPTM agredido por ambulantes

Salatiel Gomes da Silva, 51 anos, estava internado em estado grave em Jundiaí

Laíssa Barros
São Paulo

Morreu na noite de sexta-feira (9) o vigilante da CPTM Salatiel Gomes da Silva, 51 anos, que foi agredido na segunda-feira (5) por vendedores ambulantes na estação de Botujuru, extensão da Linha 7-rubi, em Campo Limpo Paulista (Grande SP). Ele estava internado em estado grave no Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, e teve morte cerebral. 

Segundo a assessoria da CPTM, um grupo de ambulantes tentou entrar na estação Botujuru sem pagar a tarifa. Ao serem surpreendidos por uma dupla de vigilantes da estação, os ambulantes partiram para a agressão usando paus e pedras e depois fugiram. A PM foi acionada e os vigilantes socorridos. 

Segundo levantamento do Agora, baseado em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, foram 13.073 retenções realizadas em janeiro e fevereiro por agentes da companhia. Em igual período de 2018, foram 8.295, aumento de 57,6%. - Zanone Fraissat/Folhapress

O agente de segurança Luís Antônio Garatti, 42 anos, teve ferimentos leves, foi medicado no Hospital das Clínicas de Campo Limpo Paulista e teve alta. Já Salatiel Gomes da Silva foi levado para o Hospital São Vicente, em Jundiaí, onde ficou internado em estado grave na UTI e não resistiu. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Campo Limpo. Dois autores do crime já foram identificados e tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. 

Em maio, o Agora publicou matéria que revelava que os registros de casos de agressão entre ambulantes e seguranças (funcionários e terceirizados) da CPTM cresceram embalados pelo aumento no número de apreensões realizadas nos trens e estações da companhia no primeiro bimestre de 2019.

Segundo levantamento do Agora, baseado em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, foram 13.073 retenções realizadas em janeiro e fevereiro por agentes da companhia. Em igual período de 2018, foram 8.295, aumento de 57,6%.

Em nota, A CPTM lamenta profundamente a morte do vigilante e diz que ele era funcionário de uma empresa de segurança terceirizada. A Companhia diz ainda que se solidariza com a família e colabora com as investigações. 

A CPTM ressalta que repudia a atitude dos vendedores ilegais e a violência. Segundo a companhia, a pessoa flagrada vendendo produtos irregulares terá a mercadoria apreendida e perde o direito de viagem. A CPTM diz ainda que não se intimidará com ameaças e ações de violência e continuará combatendo o comércio ambulante no sistema. ​

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.