Descrição de chapéu Zona Leste

Parque Vila Ema começa a sair do papel depois de nove anos

Construtora começou a instalar grades no local

Mariangela de Castro
São Paulo

Após nove anos de promessas, o parque Vila Ema, na zona leste, começou a sair do papel. O terreno arborizado de 17 mil m² ocupa um quarteirão entre a avenida Vila Ema a rua dos Batuns.
A propriedade do local é da construtora Tecnisa, que iria implementar um condomínio residencial de oito torres no terreno.

Após pressão de moradores, um decreto de utilidade pública, de 2017, determinou que a empreiteira seria responsável por parte da obra em troca de potencial de crédito construtivo oferecido pela prefeitura.

Nesta sexta-feira (25), a reportagem do Agora esteve no local e conversou com funcionários que estavam trabalhando na construção. 

Segundo eles, a parte externa, que envolve a colocação de grades, limpeza e instalação das entradas do futuro parque deve ser finalizada até 10 de novembro. 

Após, a construção interna e o paisagismo são de responsabilidade da gestão Bruno Covas, que não informou prazo para o parque ser entregue.

“Estamos comemorando, a empresa já retirou os muros e agora conseguimos ver a quantidade de árvores que tem no terreno, é muito bonito”, diz o ambientalista Fernando Salvio, 37 anos, do movimento Viva o Parque.

Vizinhos do local estão ansiosos por informações. O aposentado Wilson Calixto, 60 anos, por exemplo, quer ter detalhes do parque. “Não sabemos como vai ser, se vai ter ter algum aparelho para ginástica ou trilha para caminhada”, diz.

O estudo preliminar para o parque Vila Ema foi desenvolvido pela Divisão de Implantação, Projetos e Obras da prefeitura e contempla sede administrativa, ambientes de estar, áreas de ginástica e de parquinho, guaritas e passeios internos.

Resposta

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, da gestão Bruno Covas (PSDB), diz que a Divisão de Implantação, Projetos e Obras desenvolveu estudo descritivo para o parque Vila Ema, contemplando sede administrativa, ambientes de estar, áreas de ginástica e de parquinho, guaritas e passeios internos.

A nota diz que o estudo foi encaminhado à construtora Tecnisa como subsídio à elaboração de projeto executivo e que a empresa só encaminhou o projeto de paisagismo. “A contrapartida está em análise pela prefeitura”, diz.

Procurada, a Tecnisa não respondeu à reportagem do Agora até a conclusão desta edição.

Erramos: o texto foi alterado

A versão anterior deste texto informava incorretamente a localização do parque Vila Ema

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