Descrição de chapéu Coronavírus

Concessionárias reabrem de forma tímida em SP

Atendimento por meio da internet acelerou o contato com clientes, segundo vendedor

São Paulo

Concessionárias e escritórios puderam reabrir ao público nesta sexta-feira (5), mas o movimento dos estabelecimentos foi baixo e alguns locais ainda preferiram manter o atendimento de forma remota, pela internet.

A gestão Bruno Covas (PSDB) liberou a abertura após a análise dos protocolos enviados pelos dois setores. Os documentos incluem as medidas que serão aplicadas como forma de evitar a propagação do novo coronavírus e os procedimentos para o funcionamento.

Na avenida Luís Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente (zona leste), onde funcionam concessionárias de veículos, vendedores, usando máscaras, higienizavam carros, preparando-se para atender clientes. Duas lojas visitadas pela reportagem contavam com termômetros para aferir a temperatura a distância, cumprindo determinação da prefeitura.

Usando máscara, o vendedor Marcos Ricardo Pereira, 44 anos, atendia pessoalmente seu primeiro cliente, desde a decretação da quarentena, em 24 de março. O negócio, no entanto, foi agendado previamente pela internet.

Vendedor limpa carro em frente à concessionária de veículos, na manhã desta sexta-feira (5) na zona leste da capital paulista, após a prefeitura liberar a reabertura do segmento ao público, com restrições e determinação de medidas de higiene - Rivaldo Gomes/Folhapress

Ele afirmou que, durante a quarentena, realizou mais negócios remotamente em relação às transações feitas pessoalmente na concessionária. “A pandemia acelerou um processo que já se mostrava eficiente, que é usar a internet para deixar as negociações mais rápidas”, afirmou.

Pereira ressaltou, no entanto, que a loja está adaptada para receber clientes, garantindo a segurança deles contra o novo coronavírus. O movimento, no entanto, foi quase nulo.

Escritórios também voltam ao batente

Além das concessionárias, os escritórios também puderam reabrir nesta sexta. Mas também foram cautelosos nesta volta. Muitos ainda optam pelo home office.

A advogada Gisela Freire concorda que a pandemia da Covid-19 mudou a forma como as pessoas trabalham. Antes da quarentena, ela não acreditava na eficiência do home office, mas a prática provou-lhe o contrário. “Na advocacia, tínhamos o modelo tradicional de ir à sala de outra pessoa para conversar. Também fazia muitas viagens. Neste momento, porém, todos os trabalhos são feitos por meio da internet.”

Ela destacou achar importante ainda o contato direto entre colegas de trabalho, mas acrescentou que o home office agiliza e barateia procedimentos feitos anteriormente tête-à-tête.

Gisela acrescentou que os cerca de 300 funcionários do escritório Cescon Barrieu, do qual é sócia, vão continuar trabalhando de casa pelo menos até o próximo dia 15. “Poderíamos volta já hoje [sexta], pois está tudo adaptado. Mas preferimos ir com calma”.

A advogada também é presidente do Sinsa (Sindicato das Sociedades de Advogados de São Paulo e Rio de Janeiro) e por isso esteve reunida com o prefeito Bruno Covas, nesta quinta-feira (4), quando assinou o protocolo que define as medidas para a reabertura de seu setor.

Regras

Ficou definido que as concessionárias e escritórios poderão funcionar quatro horas por dia, desde que este período não coincida com o horário de pico (7h às 10h e 17h às 20h). O público será limitado a 20% da capacidade do local. Também ficou definido que os funcionários permanecerão no sistema de trabalho home office nos casos em que isso for possível.

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