Concessionárias e escritórios voltam a funcionar nesta sexta na capital paulista

Os dois setores são os primeiros a receber a liberação da prefeitura na fase de reabertura gradual

São Paulo

Escritórios e concessionárias de veículos voltam a funcionar nesta sexta-feira (5). A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), liberou a abertura após a análise dos protocolos enviados pelos dois setores. Os documentos incluem as medidas que serão aplicadas como forma de evitar a propagação do novo coronavírus e os procedimentos para o funcionamento.

Ficou definido que os estabelecimentos destes dois setores poderão funcionar quatro horas por dia, desde que este período não coincida com o horário de pico (7h às 10h e 17h às 20h). O público será limitado a 20% da capacidade do local. Também ficou definido que os funcionários permanecerão no sistema de trabalho home office nos casos em que isso for possível.

Concessionária Peugeot Citroën Le Lac
Concessionária Peugeot Citroën Le Lac - Acir André/Divulgação/Folhapress

No protocolo, os setores também se comprometeram a evitar a demissão das mulheres que possuem filhos, já que as escolas ainda não reabriram. Para isso, elas deverão ser as últimas a serem convocadas para o retorno ao trabalho e terão prioridade nas atividades que possam ser realizadas remotamente. As pessoas do grupo de risco para a Covid-19 também não deverão retornar ao trabalho, neste momento.

Em relação aos clientes, os setores se comprometeram a evitar que as pessoas fiquem juntas em uma distância menor que um metro e meio. Serão feitas demarcações nos estabelecimentos e serão construídas barreiras físicas para evitar o contato.

Outras medidas serão disponibilizar álcool em gel 70%, sabão, água e toalhas descartáveis; intensificar as medidas de limpeza; reforçar a limpeza dos sistemas de ar condicionado; uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários; medição de temperatura e testagem.

O governo estadual, gestão João Doria (PSDB), estabeleceu cinco fases de reabertura de atividades econômicas não essenciais. Os critérios para definir em qual fase cada região está são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para Covid-19; número de leitos UTI por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.

Estão com restrição (fase vermelha) os municípios da Grande São Paulo, Baixada Santista e região de Registro. Dez regiões estão na fase 2 laranja, incluindo a capital paulista, que permite a flexibilização de algumas atividades como comércio, shoppings e setor imobiliário.

A prefeitura se reuniu na terça (2) com representantes da Vigilância Sanitária, além da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, para analisar as propostas enviadas por 50 associações dos cinco setores que eventualmente poderão reabrir ao público na cidade.

O governo municipal afirmou que ainda pode devolver as proposições a entidades, para que sejam corrigidas e, posteriormente, endossadas pela prefeitura. A data para a reabertura gradual dos outros setores ainda não foi definida.

Ainda de acordo com a prefeitura, somente entidades setoriais podem enviar os protocolos solicitando a reabertura de comércios. “Os cidadãos que quiserem contribuir deverão enviar suas sugestões para as empresas onde trabalham ou entidades de classe”, diz trecho de nota.

Já as empresas devem enviar suas propostas para as entidades setoriais, que serão responsáveis pelo envio à prefeitura.

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