Borja reaparece como titular e salva o Verdão

Atacante joga bem e anota o gol de empate contra o Godoy Cruz

Luís André Rosa

O Palmeiras passou um tremendo susto na partida contra o Godoy Cruz, em Mendoza (ARG), mas conseguiu, graças ao atacante Borja, que não atuava desde o dia 30 de maio, trazer para o Brasil o empate, por 2 a 2. Dessa maneira, a equipe alviverde pode empatar por até 1 a 1, na terça-feira (30), no Allianz Parque.

Ao contrário da Copa do Brasil, o gol como visitante conta como critério de desempate até as semifinais. Por isso, o Verdão se classifica com essa igualdade ou vitória. Se o placar se repetir, as duas equipes decidirão a classificação às quartas de final em cobranças de penalidades.

O atacante Borja aponta para o seu nome e número 9 nas costas da camisa após marcar o segundo gol do Palmeiras.
O atacante Borja aponta para o seu nome e número 9 nas costas da camisa após marcar o segundo gol do Palmeiras, que sacramentou o empate na partida contra o Godoy Cruz, na Argentina. - Andres Larrovere/AFP

Com erros bisonhos da defesa, principalmente com a dupla de zagueiros Luan e Gustavo Gómez, e uma avenida nas costas do lateral esquerdo Diogo Barbosa, o dono da casa jogou à vontade e abriu 2 a 0, com gols do atacante Santiago ‘Moro’ García, aos 6min e 29min.

Um alento aos palmeirenses ocorreu, aos 34min, quando o volante Felipe Melo diminuiu o marcador. Como era uma noite de fortes emoções, o paraguaio Gustavo Gómez, que falhou em dos pênaltis na partida contra o Internaciona, que culminou com a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil, na quarta-feira (17), fez um dos penais mais infantis na história do Verdão.

Por sorte, na cobrança, aos 39min, Moro Garcia abusou da confiança e chutou com pouca força. A bola foi no meio do gol. Weverton salvou com os pés.

O futebol pode ser cruel com quem não o leva a sério. A bobagem do atacante do mandante fez o Palmeiras entender que tinha que jogar como pede a Libertadores: se não dá na técnica, o jeito é resolver na garra.

Na etapa final, com marcação forte, a equipe encurralou o adversário. Foi aí que brilhou um jogador que estava vivendo um inferno astral, mas ganhou a chance de titular e conseguiu recuperar o seu prestígio: o centroavante Miguel Borja.

Primeiro, o camisa 9 deixou Willian na cara do gol, aos 10min, mas o atacante, que foi uma novidade na escalação, assim como o meia Raphael Veiga, falhou. Depois, em uma boa enfiada pelo zagueiro Luan, aos 14min, Borja mostrou faro de artilheiro e empatou com um golaço.


Os palmeirenses seguiram em cima do time argentino, mas não conseguiu acabar com a sina que acompanha Felipão. Nessa sua terceira passagem, o treinador ainda não conseguiu uma vitória de virada.

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