Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Criança precisa de cirurgia para andar

Pai diz que a operação deveria ter ocorrido até fevereiro; no dia 30 de abril, hospital ainda não tinha data para o procedimento

Patrícia Pasquini
São Paulo

Diferente de qualquer criança com dez anos de idade, Gustavo Oliveira Santos está impedido de andar, brincar e ir à escola. 

Ele sofre de hemiparesia, uma doença que causa paralisia parcial do corpo.
Ao Agora o pai do menino, o vidraceiro Robson Francisco dos Santos, 33, de Lauzane Paulista (zona norte), disse que o problema foi causado por intercorrências durante o parto, realizado no Hospital do Mandaqui. 

Gustavo Santos, dez anos, tem paralisia parcial e não consegue realizar atividades simples 
Gustavo Santos, dez anos, tem paralisia parcial e não consegue realizar atividades simples  - Rivaldo Gomes/Folhapress

 “Foi negligência. A cesariana atrasou e faltou oxigênio no cérebro do bebê”, afirma. A doença não foi identificada no nascimento. “Aos seis meses, notamos que ele mexia mais o lado direito do que o esquerdo. Com dois anos, Gustavo teve febre alta e convulsão”, diz. O diagnóstico foi feito meses depois pela equipe médica do mesmo hospital. 

 
A doença tomou conta do pé, do quadril e da mão, todos no lado esquerdo. A situação mais grave é a do pé, sendo necessária uma cirurgia de reconstrução.

 “O Gustavo sente muitas dores e não consegue andar, porque o tornozelo atrofiou. Há dois anos ele não vai à escola”, relata Santos. Em novembro do ano passado, o hospital disse que faria o procedimento até fevereiro de 2019, o que não ocorreu. 

No dia 30 de abril, a ouvidoria do hospital informou aos pais da criança que não seria possível prever uma data para a cirurgia. “Sempre nos falam que falta material”, queixa-se.

Hospital do Mandaqui 
Tel.: (11) 2281-5000

Paciente segue na espera

A Secretaria de Estado da Saúde informa que a cirurgia ortopédica requer um material específico, que está sendo comprado. Além disso, é necessário que o paciente apresente condições clínicas adequadas para o procedimento. A pasta esclarece ainda que o hospital não localizou informações sobre intercorrências no parto. Segundo nota, a cesariana ocorreu em menos de três horas após a entrada da então gestante.

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