Funcionalismo: professores fazem greve nesta quarta

Paralisação estava articulada há um mês; no estado de SP, alunos também aderiram

Cristiane Gercina
São Paulo

Os professores da rede estadual de ensino, da Prefeitura de São Paulo, da rede particular do estado e das universidades prometem parar nesta quarta-feira (15), na Greve Nacional da Educação. 

Desenho feito em grafite da cantora Elis Regina em foto no fundo da sala, à frente alunos sentados em suas carteiras escrevem
SÃO PAULO, SP, BRASIL. 07/02/2019. A Escola Estadual Parque Jurema III, em Guarulhos, na Grande SP, fez uma revolução visual em suas salas de aula com grafites - Folhapress

O ato unificado dos profissionais do magistério está marcado há cerca de um mês e tem como objetivo protestar contra a reforma da Previdência, que cria idade mínima nas aposentadorias de todos os trabalhadores do país, incluindo os educadores.

Inicialmente, a manifestação envolveria apenas o setor público, mas os alunos e os professores da rede privada também foram convocados após o governo de Jair Bolsonaro anunciar corte de 30% nas verbas da educação. Ontem, porém, o governo recuou e disse que não irá mais fazer cortes. 

Em São Paulo, os professores vão se concentrar no vão-livre do Masp, na avenida Paulista, região central. No caso dos educadores da rede estadual, a programação dos organizadores é que seja feita uma caminhada até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Idade mínima

Os professores terão idade mínima na aposentadoria, conforme a proposta de reforma do governo Bolsonaro. No caso de quem está no estado ou na prefeitura, hoje já há um limite de idade, mas ele passará a ser de 60 anos, para homens e mulheres. Serão necessário, no mínimo, 30 anos de contribuição, sendo dez no serviço público e cinco no cargo. 

A idade mínima e o tempo de contribuição serão os mesmos para os professores da rede particular. Hoje eles não têm idade mínima e se aposentam com menos tempo de contribuição que os demais trabalhadores.

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