Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Finalização de processo no Detran SP já dura seis anos

Caso está aberto desde 2013; professor diz que não consegue dar baixa em documentos de sua mota

Laíssa Barros
São Paulo

O professor Rodrigo Rodrigues, 42 anos, do Jaguaré (zona oeste), afirma que há anos tenta encerrar a documentação de uma moto no Detran.SP. 

“Em 2013, por dificuldades financeiras, decidi dar baixa permanente na documentação da minha moto. Paguei todas as dívidas, entreguei a placa e o chassi, preenchi devidamente todos os formulários e protocolei o pedido de encerramento no Detran no Guarujá (86 km de SP), mas, até hoje, o caso não foi finalizado”, diz Rodrigues. 

No mesmo ano que pediu a baixa, Rodrigues deixou o Guarujá e foi morar na capital. Ele diz que não pensou mais no assunto, pois acreditava que o processo já havia sido encerrado. 

“Descobri depois de alguns meses que a baixa havia sido negada por falta de pagamento, mesmo com a comprovação da inutilização do veículo nos meses anteriores. Não consegui contestar a resposta do Detran e fiquei com a moto guardada em casa. Pensei que poderia resolver a questão depois”, conta. 

“No ano passado, voltei ao Guarujá e fiquei sabendo que a cobrança havia se multiplicado, impossibilitando um novo pedido de encerramento do caso”, queixa-se o leitor. 

Rodrigues afirma que enviou os comprovantes de inutilização da moto para a finalização da dívida, mas também foi negado. “Só quero encerrar o caso. A moto está parada há seis anos.”

O professor Rodrigo Rodrigues conta que quer dar baixa no documento de sua moto, mas o Detran.SP está cobrando valor que ele considera indevido - Rivaldo Gomes/Folhapress

Débitos precisam ser quitados 

O Detran.SP informa que a baixa permanente do veículo só será concluída após a quitação de todos os débitos do leitor. O órgão diz ainda que o passo a passo para a baixa do registro da motocicleta, assim como toda a documentação necessária para a realização do serviço, está disponível no portal do Detran.SP. 

Ao Agora Rodrigues afirmou que não concorda com a resposta do órgão. “Tenho comprovantes de que não usei a moto e não preciso pagar, mas não querem aceitar”, diz.

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