Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Leitora reclama de multa de trânsito

Contadora recebeu uma infração de trânsito municipal dizendo que ultrapassou o sinal vermelho; segundo ela, não era seu carro

Laíssa Barros Havolene Valinhos
São Paulo

A contadora Aparecida de Fátima Scarlino, 49 anos, da Bela Vista (região central), afirma que, no dia 4 de abril, foi multada. Ela alega, no entanto, que o carro dela não cometeu a infração. 

Aparecida de Fátima Scarlino, 49 anos, da Bela Vista (região central), relata que entrou com recurso sobre o caso, mas o pedido foi negado pelo DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário)
Aparecida de Fátima Scarlino, 49 anos, da Bela Vista (região central), relata que entrou com recurso sobre o caso, mas o pedido foi negado pelo DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário) - Rubens Cavallari/Folhapress

“Na hora apontada na multa, eu estava trabalhando e tenho como provar, mas o departamento de trânsito da Prefeitura de São Paulo não quer aceitar o meu comprovante. Já entrei com um recurso, em vão”, diz.

Aparecida conta que recebeu uma multa por avançar sinal vermelho às 8h06 do dia 4 de abril, porém, neste horário, ela afirma que não estava dirigindo.

“Entrei com um recurso no órgão e anexei o meu cartão de ponto do trabalho. A entrada foi às 7h48 e, mesmo assim, a multa foi mantida. É inaceitável”, queixa-se à reportagem.

A contadora diz não concordar com a resposta negativa do órgão público. 

“Gostaria que meu caso fosse analisado mais uma vez. Quero justiça. Afinal, não era eu nem o meu carro naquele momento. Então não entendo o motivo de eu ser punida mesmo comprovando a veracidade da minha palavra.”

A leitora espera que, com a ajuda do Defesa do Cidadão, seu caso seja avaliado mais uma vez.
“Tentei entrar em contato com o departamento de trânsito novamente para resolver esse problema, mas eles não querem me ouvir”, afirma a leitora ao Agora.

Prefeitura de São Paulo: 156

DSV diz que ainda cabe recurso

O DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário) informa que o resultado do julgamento pode ser contestado com um novo recurso, que será analisado pela Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações). 

O órgão afirma ainda que nenhum julgamento interfere ou induz futuro recurso, porque há autonomia dos órgãos julgadores. Em novo contato com o Agora, a leitora disse que irá fazer uma nova contestação.

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