Servidores só negociam proposta de reajuste se abono for pago

Prefeitura da capital fez proposta para pessoal de nível médio e básico

Fernanda Brigatti
São Paulo

Os servidores administrativos de nível básico e médio da Prefeitura de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na tarde de sexta-feira (4), que só analisarão a proposta de reajuste apresentada pelo município se houver a liberação imediata de um abono de R$ 300 para ativos e inativos. 

O presidente do Sindsep (sindicato dos servidores municipais), Sergio Antiqueira, disse, em transmissão via internet, que só esse pagamento poderá dar fôlego à negociação.

Além disso, exigem o pagamento da GAP (Gratificação de Atendimento ao Público) aos servidores de autarquias e agentes de apoio e de aumento no valor máximo para o recebimento de vale-alimentação (de cinco salários mínimos para dez).

Servidores da Prefeitura de São Paulo durante protesto em fevereiro de 2019 - divulgação

A Secretaria Municipal de Gestão divulgou um resumo da proposta apresentada aos servidores de nível médio e básico para reestruturação das carreiras e concessão de reajuste. 

Segundo a pasta, a proposta para o nível básico reflete um aumento, em média, de 42,21% na tabela de vencimentos; e de 45,96% para o nível médio. A prefeitura diz que a concessão dos reajuste custará R$ 100 milhões no orçamento de 2020. O salário inicial do nível básico sobe de R$ 1.132,50 para R$ 1.600. No nível básico, a faixa inicial sai de R$ 1.380 para R$ 2.123.

Os servidores dizem que esse valor --R$ 100 milhões-- tira a margem de negociação. Um abono emergencial de R$ 200 foi concedido pelo município em projeto de lei, mas uma ação judicial impediu o pagamento. A prefeitura diz que ele será pago se houver a liberação. 

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