Cabo da Rota é morto com três tiros no litoral

Vídeo mostra o ataque. Um homem atirou no policial caído na calçada

Alfredo Henrique

Um cabo da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), de folga, foi morto na noite desta quinta-feira (25) em Santos (72 km de SP) com ao menos três tiros, sendo um deles na nuca. Daniel Gonçalves Corrêa, 43 anos, chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o que teria motivado o crime.

O cabo da Rota Daniel Gonçalves Corrêa, 43 anos, foi morto com três tiros na quinta-feira (25) em Santos, no litoral paulista - Reprodução

Segundo imagens de duas câmeras de monitoramento, às quais a reportagem teve acesso, um criminoso saca uma arma e corre em direção ao policial, que está na esquina das ruas César Augusto de Castro, com Haroldo de Camargo no bairro Castelo, exatamente às 20h31.

O criminoso chega pelas costas do PM e dá o primeiro tiro, contra a nuca da vítima. Quando Corrêa cai, o atirador dispara mais duas vezes e foge correndo. Ele não havia sido identificado até a publicação desta reportagem.

Uma das câmeras mostra um grupo, com cerca de 15 pessoas, em frente a um empreendimento imobiliário onde ocorria um evento. Após os disparos, o grupo se assusta e começa a correr para dentro do local.

​​Corrêa foi encaminhado ao pronto-socorro do hospital Zona Noroeste, onde morreu. Segundo boletim de ocorrência, foram retirados três fragmentos de projéteis do corpo do policial.

O cabo atuava na 2º Companhia de Rota, lotado no 1º MPChoque. Estava na corporação há 21 anos. Ele era casado e deixa três filhos.

Investigação

A SSP (Secretaria de Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), afirmou que o caso foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Santos, mas será investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “[A Polícia Civil] realiza diligências para obter imagens e testemunhas que auxiliem na identificação do autor”, diz trecho de nota.

Segundo dados da SSP foram mortos três policiais de folga no primeiro trimestre deste ano, no estado de São Paulo. Em todo o ano passado, foram 36 e, em 2017,  o total foi de 34. 

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