Faltam medicamentos em postos da zona oeste

Alguns estão disponíveis em unidades a 50 km de distância

Leonardo Zvarick
São Paulo

Unidades básicas de saúde da zona oeste da capital estão com medicamentos e insumos em falta. Moradores da região têm de se deslocar até 50 quilômetros para conseguirem certos remédios, como tiamazol, usado no tratamento de hipertireoidismo, e propranolol, para hipertensão.

Faz dois meses que Adilson de Jesus Santos, 45 anos não encontra em nenhum posto da rede municipal o remédio do irmão, que sofre de epilepsia. “É um problema crônico, ele tem muitas convulsões por dia se não toma o remédio, não pode nem ficar sozinho em casa.”

Tabela com medicamentos em falta em UBS da zona oeste
Medicamentos em falta em unidades básicas de saúde da zona oeste - Max Francioli

Na última sexta-feira, Santos acabou comprando uma caixa de carbamazepina, que custa cerca de R$ 15 e dura duas semanas. “Pode parecer pouco, mas estou desempregado e é um gasto a mais que não deveria ter.”

Segundo o site Aqui Tem Remédio, da prefeitura, o medicamento está em falta em todos postos da cidade.
Na região, além de remédios, insumos também faltam. “Na semana passada, minha sobrinha de cinco anos se machucou e não conseguiu fazer curativo no posto, pois faltava gaze”, disse Cláudio Freitas.

Pedidos não foram entregues

A Secretaria Municipal da Saúde informa que os medica­mentos Tiamazol 5 mg e o Propranolol Cloridrato 40 mg não têm sido entregues pelo fornecedor, e somente 33% do pedido do Carbonato de Lítio 300 mg foi entregue.

A empresa foi multada e uma nova compra está em anda­mento. O Carbamazepina 200 mg também está em pro­cesso de compra. Já a Glicazida 30 mg, não é de uso pa­drão pela rede básica, segundo a pasta.

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