Descrição de chapéu Zona Leste

Síndica reclama de falta de ação contra sarampo em São Paulo

Adolescente que mora no condomínio teve a doença e bloqueio foi pedido

Elaine Granconato
São Paulo

Moradores de um condomínio na Vila Ema (zona leste), que tem sete torres e 504 apartamentos, reclamam da recusa da Secretaria Municipal de Saúde em realizar ação de bloqueio contra o sarampo no local.

Houve um caso confirmado de sarampo em adolescente de 14 anos morador no condomínio.
A síndica do condomínio, Denise Piffer Maciel, 57 anos, disse que foi até a UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Heloísa para solicitar o bloqueio, principalmente nas áreas de uso comum do residencial.

“Uma funcionária disse que, com o fim da campanha, não está mais sendo feito o bloqueio nos condomínios. Apenas nas pessoas mais próximas de quem pegou o sarampo. O foco agora são os bebês”, disse.

A síndica, no entanto, se preocupa pela grande circulação diária de pessoas. Segundo ela, são cerca de 1.500 a 2.000 moradores, entre muitas crianças. Durante a campanha de vacinação, que terminou em 31 de agosto, nas ações de bloqueio os agentes de saúde iam a prédios com suspeita. 

O Agora ligou para UBSs e UVIs (Unidades de Vigilância em Saúde) descentralizadas por regiões da cidade. Em uma delas, a funcionária confirmou a mudança de estratégia dos bloqueios. “Mudam constantemente, até a gente fica perdida”, falou ao telefone.

“Não necessariamente porque a pessoa que está com sarampo mora no prédio, é preciso vacinar os outros moradores, mas sim os contatos mais próximos de quem contraiu a doença e ainda não se vacinou”, disse a funcionária de outra unidade. A cidade teve quase 3.000 casos de sarampo este ano e quatro mortes.

Resposta

Questionada sobre fim dos bloqueios, a gestão Bruno Covas (PSDB) diz, em nota, que o sarampo é uma doença de notificação compulsória. “Os  procedimentos padrão para este tipo de doença, inclusive as ações de bloqueio, continuam sendo realizadas pelas UVIs (Unidades de Vigilância em Saúde), quando há notificação de casos suspeitos de sarampo”, diz.

A nota diz que o bloqueios são na residência do paciente com suspeita da doença, bem como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho.

E que, diante da suspeita de sarampo, a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Vila Carrão realizou a imunização de usuário e sua família.

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