Justiça decreta prisão de homem acusado de atropelar e matar porteiro na Grande SP

Vítima voltava para casa de bicicleta e foi atingida por carro de suspeito, que retornava de balada

Alfredo Henrique
São Paulo

A Justiça decretou a prisão preventiva de um auxiliar de contabilidade de 22 anos acusado de atropelar e matar um porteiro, no último dia 11, em Guarulhos (Grande SP). O acusado fugiu do local sem prestar socorro. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) confirmou a decretação da prisão do suspeito, agora por tempo indeterminado, nesta terça-feira (15). 

O porteiro Hilton Simões Nobre, 53 anos, morreu após ser atropelado pelo Hyundai I30 do suspeito. O incidente ocorreu por volta das 6h na avenida Salgado Filho, quando a vítima saía do trabalho para casa. O acusado, segundo a polícia, voltava de uma balada e teria admitido que consumiu bebidas alcoólicas. 

atropelamento guarulhos
Local onde o porteiro foi atropelado na manhã do último dia 11 em Guarulhos (Grande SP) - Reprodução/Facebook

À época do atropelamento, um comerciante de 55 anos disse à polícia que seguia pela avenida Salgado Filho quando foi ultrapassado em alta velocidade pelo Hyundai i30 do suspeito. A testemunha afirmou que o auxiliar seguia pela pista central e, numa manobra brusca, acessou a faixa da esquerda, onde Hilton Simões Nobre seguia com sua bicicleta e foi atropelado. 

"O motorista do i30 não parou em nenhum momento para prestar socorro à vítima", diz relato do comerciante. Nobre caiu no canteiro que divide a avenida, local em que sua morte foi constatada por socorristas. 

Após o atropelador fugir, o comerciante parou seu carro, controlou o trânsito e acionou socorro. Enquanto isso, o condutor de um Fiat Toro seguiu o carro do suspeito e anotou as placas do veículo, repassadas à polícia. 

Por volta das 6h40, policiais militares foram até a casa do auxiliar, que fica a cerca de três quilômetros do local do atropelamento. Na residência, o suspeito teria admitido à PM que atingiu o porteiro quando voltava de uma balada e que havia bebido. Policiais militares afirmaram que ele cheirava a álcool. 

Questionado sobre a omissão de socorro, ele se justificou afirmando que "achou que estava tudo bem" com a vítima, segundo relato dele à polícia. O suspeito também se negou a fazer exames de sangue e o teste do bafômetro. 

Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo (sem intenção de matar). Sua prisão foi convertida para preventiva, segundo o TJ-SP, após uma audiência de custódia, ocorrida no último final de semana.

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