Bebedouros públicos estão com mofo, quebrados e até sem água

Má conservação é problema frequente nos equipamentos encontrados em parques e áreas de lazer

Alana Ambrosio

Os bebedouros públicos da capital estão malconservados, têm mofo, canos expostos e em alguns falta até mesmo água. 

O Vigilante Agora percorreu dez locais de uso público —como parques, centros de lazer, cemitérios e rodoviárias —na última semana e encontrou falhas nos bebedouros de nove locais. 

A pior situação vista foi no Ceret (Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador), no Tatuapé (zona leste de SP). O bebedouro mais próximo da entrada tinha dois tamanhos. No maior, a água saía normalmente, mas o menor estava sem.

Outro bebedouro no interior do parque tinha uma peça com a estrutura de pedra quebrada, canos expostos, uma grande mancha verde no chão e outra ao redor da torneira.

Bebedouro do Ceret, no Tatuapé (zona leste de SP), está sem água e com mofo - Ronny Santos/Folhapress

No parque da Água Branca, na zona oeste de SP, todos os bebedouros são baseados em uma pedra fria. Em um deles, há um jato de água tão forte saindo que as pessoas até desistem de usar o equipamento. 
“Me molhei inteira, não dá nem para encher a garrafinha desse jeito” diz Ana Souza, de 28 anos. 

A falta de água também foi um problema recorrente. No parque Buenos Aires, em Higienópolis (região central de SP), havia um bebedouro quebrado e lacrado. Próximo ao parquinho, as torneiras também estavam secas. 

O Vigilante ainda notou que alguns equipamentos estavam posicionados em locais ruins. 

No Terminal Rodoviário do Jabaquara (na zona sul  de SP), um bebedouro fica junto à porta do banheiro e o mau cheiro incomoda quem quer beber água. 

Já no Terminal  Rodoviário da Barra Funda (na zona oeste de SP), que recebe em média 40 mil passageiros por dia, o Vigilante não encontrou nenhum bebedouro. Questionado, um funcionário disse que não havia bebedouros no local.

Água fresca

No parque da Juventude, no Carandiru (zona norte de SP), havia bebedouros em quantidade suficiente para atender os frequentadores. Em quase todas as áreas é possível avistar um equipamento. Além disso, a água era fresca e as condições de higiene, boas . 

Os bebedouros passaram por uma reforma recente. “Melhorou bastante. Agora, se um tiver com a água mais quente é só ir em outro” diz o jardineiro Carlos Santos, 24 anos.

Secretaria diz ter feito reparos

eio Ambiente, sob gestão Bruno Covas (PSDB), diz que no parque Buenos Aires “a higienização dos bebedouros é feita regularmente”. “Os bebedouros da área destinada aos pets foram todos revitalizados.

Será feita uma avaliação técnica para o reparo do equipamento que foi lacrado em razão de vazamento.”
Quanto ao parque Trianon, os bebedouros existentes atendem aos frequentadores, embora haja um estudo de readequação. 

No parque Ibirapuera, o bebedouro citado foi reparado. Os demais equipamentos serão readequados.
Já no Ceret, os 24 bebedouros do clube são limpos diariamente. A pasta afirma que as aves do parque podem sujar os equipamentos. Logo que o problema é detectado, segundo a secretaria, um funcionário faz a limpeza.

O Ceret diz que está em contato com parceiros para a instalação de novos equipamentos em dezembro.

No cemitério Quarta Parada, o Serviço Funerário de São Paulo diz que a instalação dos novos bebedouros foi realizada em 2018 e não houve reclamação. 

No Terminal Rodoviário da Barra Funda, a Socicam, que administra o espaço, diz ter quatro bebedouros: um no embarque, um no desembarque e dois no mezanino. 

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