Álcool gel, máscaras e termômetros começam a desaparecer de farmácias em SP

Na região central, comércios estavam com os estoques baixos nesta quarta após confirmação de homem infectado com coronavírus

Fábio Munhoz

Após a confirmação de um caso de um homem infectado com coronavírus em São Paulo, as farmácias da capital paulista começaram a registrar uma corrida por álcool gel e máscaras médicas descartáveis. Muitas das lojas consultadas na capital paulista já estão com os itens em falta.

A farmacêutica Thais Lopes, gerente de uma farmácia na zona norte, diz que, desde ontem, a busca por máscaras e álcool gel subiu 70% desde a última terça-feira (25), quando o caso foi confirmado. "Acabamos com nosso estoque e ainda não conseguimos repor", diz.

Com medo da contaminação por coronavírus, pessoas estão comprando álcool gel e algumas farmácias já estão ficando sem estoque. - Rubens Cavallari/Folhapress

Outro item bastante procurado por lá são os termômetros. Em uma semana, foram vendidos na unidade 75 equipamentos digitais de medição pela testa. Cada um custa R$ 219,90. Outros termômetros mais baratos também tiveram aumento nas vendas.

Em relação às máscaras, a reportagem consultou cinco drogarias espalhadas pela cidade. Em todas elas o produto já estava esgotado. "Aqui, está em falta há algumas duas semanas. Mas a partir de ontem [terça] começou a vir mais gente para tentar comprar", afirma um funcionário de uma loja na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul.

Já o álcool gel ainda era encontrado em São Paulo na tarde desta quarta. Porém, os funcionários das farmácias consultadas alertaram que o produto estava acabando. Em uma unidade na avenida Liberdade, na região central, os frascos pequenos, de 52 gramas, já estavam esgotados. Restavam apenas algumas poucas unidades da embalagem maior, com 420 gramas.

Na praça da Sé, apenas dois frascos estavam disponíveis por volta das 15h. "A procura subiu muito nestes dias por causa dessa história do coronavírus", disse o atendente. A mesma situação foi encontrada em uma drogaria na avenida Paulista.

Na avenida Angélica, o funcionário de uma farmácia disse por telefone que sobravam poucas unidades e sugeriu que a compra fosse feita o quanto antes. "Se demorar muito para vir buscar, não vai ter mais", advertiu.

Em nota, a Drogaria São Paulo disse que na comparação entre o mês de fevereiro (até o dia 25) com o mesmo período do ano passado, houve uma elevação de 170,8% nas vendas de álcool gel. Em relação às máscaras, o aumento foi de apenas 3%.

A rede Ultrafarma afirmou que, somente nesta semana, a procura pelo produto dobrou. A empresa afirma já ter feito novos pedidos aos fabricantes para evitar desabastecimento nas lojas.

A Extrafarma disse que também teve elevação na procura pelo álcool gel, mas não citou um percentual de aumento. A rede afirma que também houve mais buscas por máscaras descartáveis e que "está se preparando para a maior demanda".

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