Sete são presos e 64 motos apreendidas em operação policial na favela de Paraisópolis

Mais de 550 policiais civis localizaram motociclestas que seriam supostamente usadas em assaltos na zona sul de SP

São Paulo

A polícia prendeu sete pessoas suspeitas e apreendeu mais de 60 motos, supostamente usadas em assaltos, durante operação realizada na favela de Paraisópolis, na zona oeste de São Paulo, entre a manhã e a tarde desta segunda-feira (5).

Dois dos presos teriam atirado contra um delegado e investigadores, que revidaram. Ninguém se feriu com gravidade, ainda de acordo com a polícia.

Mais de 550 policiais se concentraram, no início da madrugada, nas proximidades do estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como estádio do Morumbi, de onde seguiram até Paraisópolis, considerada a segunda maior favela da capital paulista.

Segundo a Polícia Civil, investigações indicaram que motocicletas usadas em roubos nas regiões do Morumbi (zona oeste) e do Campo Limpo (zona sul), eram mantidas dentro da favela. “Incursões do setor de investigação constataram que motos ficavam até com o motor ligado na comunidade [sem condutor], com placas adesivadas, artesanais”, explicou a delegada Roberta Guerra Maransald, titular do 89º DP (Portal do Morumbi), para onde os presos e as apreensões foram encaminhados.

Durante a varredura feita na favela, policiais apreenderam 64 motos, duas delas já identificadas como produto de roubo. Os responsáveis por ambos os veículos serão indiciados por receptação, acrescentou a polícia.

Objetos apreendidos durante ação da Polícia Civil em Paraisópolis (zona sul) de São Paulo, nesta segunda-feira (5) - Divulgação/SSP

Quando policiais chegavam na comunidade, um delegado e investigadores foram alvo de tiros do garupa de uma moto. De acordo com a titular do 89º DP, os suspeitos foram levemente feridos, na região dos pés, socorridos e levados à delegacia, onde foram presos em flagrante.

Durante a operação, foram presos mais quatro suspeitos em flagrante e um foragido da Justiça foi capturado. Segundo a polícia, ele fugiu do sistema carcerário há cerca de sete anos e usava a favela para se esconder.

A delegada Roberta destacou ainda o fato de todas as motos apreendidas estarem “abandonadas” nas vias da comunidade.

O delegado Marcio Fruet, titular da Equipe de Intervenção Estratégica da 3ª Delegacia Seccional, afirmou que, em 12 meses, suas equipes tiraram de dentro de Paraisópolis mais de uma tonelada de drogas. Os imóveis onde o entorpecente era armazenado foram apreendidos pelo estado, acrescentou o policial.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), foram apreendidos 2,5 quilos de maconha, mais de dez celulares, joias, munições, um revólver, duas pistolas além das motos.

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