A paralisação de ferroviários nesta terça-feira (24) em São Paulo, pode afetar cerca de 940 mil passageiros, de acordo com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Segundo a empresa, da gestão João Doria (PSDB), em média, 653 mil usuários passam diariamente pelos trens da linha 11-coral, uma das três atingidas pela greve. Outras 271 mil pessoas usam a linha-12 safira e 14 mil, a 13-jade.
A greve começou no início da madrugada desta terça. As linhas 12 e 13 estão completamente paralisadas, com estações fechadas.
No caso da linha 11-coral, há operação parcial com circulação de trens no trecho entre as estações Guaianases a Luz. Já o trecho entre estações Estudantes a Guaianases está totalmente paralisado.
Na estação Guaianases, passageiros tiveram de esperar horas por um dos ônibus do sistema Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência), contratados pela CPTM para levar transportar os usuários que ficaram sem trem, na manhã desta terça.
A paralisação foi votada em assembleia realizada nesta segunda-feira (23) e aproximadamente 2.500 funcionários devem cruzar os braços, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
A determinação da Justiça do Trabalho é que os funcionários mantenham 70% do efetivo nos horários de pico --das 5h às 9h e das 17h às 20h-- e 50% nos demais horários.
Segundo disse na segunda-feira (23) Alexandre Mucio, secretário-geral da entidade, um dos principais motivos para greve é o fato de a empresa ter proposto o pagamento dos valores retroativos em 10 parcelas a partir de fevereiro de 2022.
O sindicato apresentou a contraproposta de acertar os retroativos em agosto e setembro, respectivamente, porém, não foi aceita. A negociação foi mediada pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região) de São Paulo na tarde desta segunda-feira (23).
O reajuste salarial é de 4% para o exercício de 2020/2021 e de 6% para 2021/2022. “É pouco para a empresa, mas para o trabalhador, faz toda a diferença”, avalia o sindicalista.
Procurada, a Secretaria de Transportes Metropolitanos não disse se apresentará nova proposta na tentativa de encerrar a greve.
A CPTM disse em nota que, mesmo com a greve dos ferroviários, há operação parcial com circulação de trens desde às 4h na linha 11-coral, no trecho entre as estações Guaianases e Luz. "O trecho entre estações Estudantes a Guaianases está paralisado."
"Nas linhas 12-safira e 13-jade a adesão à greve foi total, contrariando decisão da Justiça do Trabalho, que a manutenção de 70% dos trabalhadores no horário de pico e 50% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 100 mil diários", afirmou a companhia.
O sindicato foi procurado nesta terça, mas não respondeu à reportagem.
O que o governo paga pra Empresários amigos do governo pra fazerem obras ai superfaturada pra CPTM e Metrô esse aumento que eles pedem no salário é muito menor por 10 anos de aumento que sempre pedem, as Empresas que fazem manutenção levam milhões da Empresa, e ai jogam pra Imprensa e os trabalhadores que são os Sindicatos que são culpados por esses caos e assim eles vão perpetuando por 25 anos aqui em SP.