Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Tropeços são-paulino e santista dão liderança isolada ao Galo

 
 
Vitor Guedes

Esse jogo não é 1 a 1, esse jogo não pode ser 1 a 1... Alô, povão, agora é fé! Dizer que o São Paulo, que caiu para o terceiro lugar, empacou é exagero, mas o 1 a 1 contra o Flamengo 100% reserva só não foi mais brochante porque o empate veio no final do segundo tempo. E, como o Fla reclama um pênalti nos acréscimos (o VAR, reitero, reforço, repito e sublinho, é um lixo!), a sensação da igualdade foi frustante, mas não a pior possível.

Com a bola à sua frente na altura do peito, o volante santista Jean Lucas tenta passar por tripla marcação do CSA no estádio Rei Pelé
O volante Jean Lucas, um dos melhores do Santos no jogo contra o CSA, tenta passar por tripla marcação da equipe alagoana - Ivan Storti/Santos FC

Com o empate, o São Paulo manteve a invencibilidade, mas a perda do 100% e da liderança do interminável Brasileiro de pontozzz corridozzz também significou um refresco no que poderia ser uma grande crise no Fla, concorrente direto se o Tricolor quiser se colocar na condição de candidato ao título.

Empurrado pela torcida, o Tricolor foi superior o tempo todo e já era melhor quando Berrío, no início, abriu o marcador. E o time paulista, que trocou, no primeiro tempo, o fraco zagueiro Anderson Martins por um Hernanes ainda muito longe de ser o jogador que se espera, martelou até empatar. Tchê Tchê, não só pelo gol, foi o grande nome e a grande notícia.

Se o São Paulo tropeçou em casa, o Santos, a exemplo do que havia acontecido com o Palmeiras no meio de semana, só empatou em Alagoas com o CSA, 0 a 0, desperdiçando ótima chance de igualar o Atlético-MG e dividir a liderança. Pelo que foi o (fraco) jogo, dava até para o Peixe vencer —Jordi fez boas defesas—, mas, como o CSA perdeu a melhor chance (Victor Paraíba, sem goleiro, após deixar Vanderlei na saudade, errou com o gol vazio), também não dá para chorar demais o empate.

O único paulista que, no resultado, não decepcionou foi o Verdão. Com o 1 a 0 sobre o Inter, virou o vice-líder.

Nelson Rodrigues: “As vaias são os aplausos dos desanimados”.
Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

Destaques da 3ª rodada do Campeonato Brasileiro

Infográfico do colunista Vitor Guedes com a Seleça, os destaques da rodada, todos dispostos no campo de acordo com a posição e identificados por figuras. O time escalado é o seguinte: César (Flamengo, paredão), Guga (Atlético-MG, carrapato), Dedé (Cruzeiro, xerife), Gustavo Gómez (Palmeiras, xerife) e Egídio (Cruzeiro, formiguinha); Nathan (Atlético-MG, elegante), Felipe Melo (Palmeiras, cão de guarda), Tchê Tchê (São Paulo, cão de guarda) e Rodriguinho (Cruzeiro, maestro); Yony González (Fluminense, The Flash) e Deyverson (Palmeiras, Rambo, o matador). Técnico: Fernando Diniz (Fluminense)
Arte Agora

Os surpreendentes tropeços de São Paulo (em casa, contra os reservas do Flamengo) e Santos (para o caçula e modesto CSA) deixaram o Atlético-MG na liderança isolada...De 2 a 1 em 2 a 1 sofrido, o time do interino Rodrigo Santana não sabe como, mas chegou à ponta do Brasileirão.

Infográfico do colunista Vitor Guedes com a Selelama, os piores da rodada, todos dispostos no campo de acordo com a posição e identificados por figuras que representam pernas de paus, como o ceguinho, a múmia, a tartaruga e o Pinóquio. O time escalado é o seguinte: Júlio César (Grêmio), Claudio Winck (Vasco), David Duarte (Goiás), Anderson Martins (São Paulo) e Caio Henrique (Fluminense); Giovanni Augusto (Goiás), Richard (Corinthians) e Jadson (Corinthians); André Luis (Corinthians), Guerrero (Internacional) e Serrafiore (Internacional). Técnico: Renato Gaúcho (Grêmio)
Infográfico - Arte Agora

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