Descrição de chapéu INSS

Aumente as chances de ter a aposentadoria integral

Cálculo com o 86/96 deixará de ser vantajoso se a reforma de Bolsonaro passar

Fernanda Brigatti
São Paulo

O trabalhador que já completou o tempo mínimo de contribuição ou está muito próximo de atingir esse requisito tem mais chances de chegar à aposentadoria sem desconto do fator previdenciário se vasculhar seu histórico de trabalho e incluir todos os meses possíveis.

A fórmula 86/96 garante aos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) uma aposentadoria igual à média dos maiores salários para quem, na soma do tempo de contribuição com a idade, atingir 86 pontos, no caso das mulheres, ou 96, no dos homens.

Nessa contagem, todos os meses são importantes. Portanto, períodos de aprendizagem profissional, serviço militar e atividade na infância ou adolescência, além de trabalho informal (aquele sem registro em carteira) devem ser incluídos no cadastro para a aposentadoria.

Chamado de Cnis, esse cadastro é base para o INSS calcular se o segurado tem o direito ao benefício e que tipo de cálculo será aplicado.

Em alguns casos, o trabalhador pode avaliar a possibilidade de pedir na Justiça a inclusão de períodos controversos, com é o caso do trabalho na infância, nem sempre reconhecido pelo instituto, ou ainda o tempo de estágio, quando realizado em área diferente daquela de estudo do segurado.

Esse esforço só valerá a pena se o segurado estiver bem próximo da soma e tem um histórico de salários maior. O segurado que sempre recebeu o salário mínimo ou valores próximo a ele não tem porque esperar pela aposentadoria integral, pois acabará tendo o piso, de R$ 998 neste ano.

Quem está próximo das condições para conseguir o 86/96 deve se apressar. A intenção do governo Jair Bolsonaro (PSL) é acabar com o direito à aposentadoria integral por essa fórmula. A soma da idade com o tempo de contribuição passará a ser uma das regras de transição para ter a aposentadoria antes da idade mínima caso a reforma da Previdência seja aprovada.
 

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