Brasileiros têm crédito extra sem solicitar, diz pesquisa

Estudo mostra que 4 em cada 10 usuários de cartão de crédito tiveram grana a mais

Cristiane Gercina
São Paulo

Pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostra que 4 em cada 10 usuários de cartão de crédito tiveram o limite ampliado mesmo sem pedir.

O estudo ouviu 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os sexos, de todas as classes sociais e residentes das 27 capitais, entre os dias 5 e 15 de abril. A maioria (53%) achou a proposta interessante. Outros 21% disseram que contestaram o crédito a mais, porque não viam necessidade no uso. Já 18% utilizaram o valor disponível.

Estudo mostra que 4 em cada 10 usuários de cartão de crédito tiveram grana a mais - Gabriel Cabral/Folhapress

Desse percentual, 13% disseram estar precisando do dinheiro naquele momento e 5% usaram mesmo sem ter necessidade. A oferta extra ocorreu para quem tem cartão de crédito, cheque especial, cartão de loja ou possibilidade de fazer empréstimos comuns.

Para José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil, o crédito fácil pode ser uma armadilha. “Mesmo que a oferta seja atrativa, vale considerar as condições e as reais necessidades de contratar o crédito”, afirma ele. 

Pesquisa | crédito maior

  • Quatro em cada dez usuários de cartão de crédito tiveram o limite ampliado mesmo sem pedir
  • Metade dos que tiveram o crédito ampliado (53%) achou positivo e 18% usou a grana extra

Entre os que receberam esse tipo de oferta:

  • 53% acharam a proposta interessante
  • 21% contestaram, porque não viam necessidade no uso
  • 18% utilizaram o crédito disponível

A oferta extra ocorreu para usuários de:

  • Cartão de crédito
  • Cheque especial
  • Cartão de loja
  • Empréstimos comuns

Levantamento

Feito pelo SPC Brasil e pela confederação dos lojistas, o estudo ouviu 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os sexos, de todas as classes sociais e residentes nas 27 capitais
A margem de erro é de, no máximo, 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos

Fontes: SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas)

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