Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Paciente espera há 4 anos por cirurgia no Iamspe

Funcionária pública afirma que o hospital nunca marcou uma data para fazer seu procedimento

Laíssa Barros
São Paulo

A funcionária pública Célia Oliveira Baptista, 65 anos, de Penha de França (zona leste), reclama que está há quatro anos esperando por uma cirurgia vascular no Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo).

“Já fiz todos os exames pré-operatórios e tenho as indicações dos médicos, mas, até hoje, não marcaram nenhuma data”, conta.

Segundo Célia, durante todos esses anos, ela passou por várias consultas em diversos setores, até receber a última resposta do hospital, de que não havia estrutura para realizar o procedimento do qual necessita.

A leitora Célia Oliveira Baptista, 65 anos, reclama que fez todos os exames pré-operatórios e tem as indicações médicas, mas o Iamspe ainda não marcou a data de seu procedimento cirúrgico   - Rivaldo Gomes/Folhapress

“Meu plano do Iamspe é descontado do meu salário todo mês há mais de 20 anos, mas quando preciso de uma cirurgia, não posso fazer. Até inventaram, por um tempo, uma fila de espera fictícia e, depois, informaram que, na verdade, não iriam me atender. Os anos vão passando e a idade chega, não quero morrer esperando por isso”, queixa-se.

A funcionária reclama ainda que o Iamspe recebe mensalmente os valores, mas nega atendimento médico. “Isso é lamentável”, afirma ao Agora.

Célia ressalta que nunca recebeu do Iamspe outra opção para a solução de seu problema. “Só me passaram remédios caros e tratamentos paliativos. Isso não acaba com minhas dores. Quero minha doença curada por completo”, diz ela.

Iamspe agenda atendimento

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o Iamspe informa que foi agendada uma consulta de avaliação da leitora para o dia 31 de julho, no serviço de cirurgia vascular do Hospital do Servidor.
“Espero que seja uma consulta que informe uma data ou uma solução. Não aguento mais esse vai não vai. Só quero usufruir do meu direito de ser tratada adequadamente”, disse Célia em novo contato.

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