Funcionalismo: servidor da Prefeitura de São Paulo promete greve a partir do dia 5

Paralisação deve afetar órgãos como o serviço funerário e os setores administrativo dos hospitais municipais, além das subprefeituras

Cristiane Gercina
São Paulo

Os servidores da Prefeitura de São Paulo de níveis básico e médio prometem iniciar uma greve na próxima terça-feira (5). 

A paralisação foi decidida nesta quinta (31), em assembleia em frente ao prédio da administração municipal. Ao todo, cerca de mil funcionários estiveram presentes, o que inclui agentes de apoio, AGPPs (assistentes de gestão de políticas públicas) e ASTs (assistentes de suporte técnico).

Segundo o Sindsep (sindicato da categoria), a greve deve atingir os setores de atendimento de secretarias e subprefeituras, o serviço funerário e a área de administração dos hospitais municipais.

O motivo da paralisação é que os servidores não aceitaram o reajuste da Prefeitura de São Paulo. Eles dizem que só negociam valores se o abono prometido à categoria for pago. A administração concedeu abonos de R$ 200 e R$ 300, retroativos a maio, mas os valores nunca foram pagos, pois a Justiça barrou.

Servidores votam pela greve, em assembleia na frente da Prefeitura de SP, na quinta-feira (31) - Pedro Cânfora e Alexandre Linares (Sindsep)

Em nota, a prefeitura diz que reconhece “a urgente necessidade da valorização” do funcionalismo e que respeita o direito de greve.

O texto da administração municipal diz ainda que a proposta de reestruturação foi construída pela equipe da Secretaria de Gestão, que "ouviu as reivindicações dos servidores, por meio de suas entidades representativas, ao longo de mais de dez reuniões de negociações".

O órgão afirma também que a contraproposta apresentada pelos representantes dos 35 mil servidores tem valor "muito alto", o que vai "além das possibilidades orçamentárias".

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