Volta do Cine Privé aumenta em 150% a audiência da Band

Emissora resgata filmes clássicos do pornô-soft após sete anos

Sylvia Kristel em Emanuelle
Sylvia Kristel em Emanuelle - Divulgação
Cristina Padiglione
São Paulo

Em termos de audiência, a Band acertou ao retomar os filmes da linha soft-pornô do Cine Privé, sessão que fez muito sucesso no passado, mas estava fora do ar havia sete anos.

A volta dos filmes rendeu à emissora um aumento de 150% de audiência e uma posição à frente da Record e da RedeTV! na madrugada de sábado (31) para domingo (1º), com o clássico "Emanuelle 2: Antivirgem", título nada inédito, mas, ainda assim, com alto apelo para atrair o zapping do telespectador. 

No horário em que foi ao ar, das 2h13 às 3h46, "Emanuelle" teve 1 ponto de média, 1,4 ponto de pico e 4,5% de share (percentual de TVs que sintonizaram a Band no universo de televisores ligados na Grande São Paulo, onde cada ponto equivale a 73.015 domicílios).

No horário, a Globo somava 5,7 pontos, o SBT, 2,5, e a RedeTV, 0,7. A Record tinha então 0,6, exibindo o programa Palavra Amiga com bispo Edir Macedo.

Na semana anterior, a Band teve apenas 0,4 ponto nessa faixa horária, quando exibiu o Cinema na Madrugada (programa que exibe filmes de todos os gêneros do acervo da emissora).

A emissora deve anunciar nesta quinta-feira (5) o filme selecionado para o próximo fim de semana.

O Cine Privê é uma sessão chamada soft-porn, que exibe seios e nádegas, mas nada de sexo explícito. Mesmo cenas de genitália são raras. Além da saga "Emanuelle", a Band tem outras obras desse gênero, como "Justine", sobre uma estudante adolescente e virgem cobiçada por bandidos, que sempre escapa ilesa.

A Band exibiu o Cine Privé entre 1995 e 2010. Chegou a ressuscitar a sessão em 2012, mas não insistiu muito, diante de baixos números de audiência.

Nascida na Holanda, Sylvia Kristel, a mais famosa intérprete de Emanuelle, morreu em Amsterdã aos 60 anos, após sofrer um AVC e depois de dez anos tratando de dois casos de câncer.

A personagem apareceu pela primeira vez no filme "Io, Emmanuelle", em 1969, e era interpretada por Erika Blanc. Em 1974, foi recriada, então já com Sylvia no papel, que também foi vivido mais tarde por outras atrizes. Na época, a franquia ultrapassou as barreiras do que era aceitável em filmes, com cenas eróticas.

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