Descrição de chapéu Interior

Grávida passa mal e morre dentro de Fórum em Sorocaba

Mulher trabalhava no local; bebê de oito meses também não resistiu

Alfredo Henrique
São Paulo

A oficial de Justiça Natália Dias Cesco, 34 anos, morreu após passar mal, no final da tarde desta quinta-feira (30), no Fórum de Sorocaba (99 km de SP). Ela estava grávida de oito meses. Uma cesariana de emergência foi feita, mas a criança também morreu.

Segundo relatado à polícia pela chefe de Natália, uma escrevente de 40 anos, a oficial chegou para trabalhar no fórum, por volta das 16h, quando ela reclamou de dores na barriga. Cerca de dez minutos depois, a grávida desmaiou e chegou a espumar pela boca.

Ainda de acordo com a escrevente, ela foi socorrer Natália, que acordou por alguns instantes, momento em que gritou de dor. “Ela [grávida] disse que estava morrendo”, diz trecho do boletim de ocorrência. Depois disso, a oficial de Justiça perdeu a consciência pela segunda vez, não acordando mais.

A oficial de justiça Natália Dias Cesco, 34 anos, morreu após passar mal, no final da tarde desta quinta (30) no Fórum de Sorocaba; ela estava grávida de oito meses - Reprodução/Facebook

A polícia informou que a grávida teve um mal-estar, de início súbito, que evoluiu para uma crise convulsiva. Funcionários do fórum tentaram ajudar a mulher, fazendo respiração boca a boca, além de massagens cardíacas, até a chegada de socorro especializado.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgências) chegou ao fórum cerca de 20 minutos após a grávida passar mal. Segundo a polícia, médicos ficaram aproximadamente 40 minutos tentando reanimar Natália, sem sucesso.

Ela foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento Éden, no bairro Vila Gimenes, onde uma cesariana de urgência foi realizada. O bebê, do sexo masculino, nasceu com vida, mas morreu por volta das 17h50. 

OAB exige ambulatório 

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Sorocaba publicou uma nota pública afirmando sobre a necessidade da instalação de um ambulatório de atendimento médico emergencial no Fórum.

Segundo a entidade, cerca de 2.000 pessoas circulam diariamente pelo local onde a grávida passou mal. "O assunto já está pautado dentro da agenda de prioridades da diretoria da 24ª Subseção [da OAB] que deverá requerer aos órgãos competentes a tomada de providências para dotar o equipamento público deste serviço", diz trecho de nota. 

Resposta 

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) afirmou, em nota, que se "solidariza com a tristeza dos familiares, amigos e pessoas que conviveram com a oficial de Justiça que morreu, além de prestar homenagens o trabalho por ela realizado ao longo de sua carreira no Poder Judiciário". 

Porém, não se pronunciou sobre o questionamento da OAB, sobre a inexistência de um ambulatório médico no fórum. 

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