Descrição de chapéu Vigilante Agora

Ainda faltam semáforos para pedestres em São Paulo

Vigilante percorre 614 pontos e muitos deles têm a sinalização exclusiva

Leonardo Zvarick

O Vigilante Agora percorreu no último 27/5 cerca de 150 km em grandes ruas e avenidas em quatro regiões da cidade, e constatou que, em geral, os semáforos exclusivos para pedestres (ou focos semafóricos) estão bem conservados.

Semáforo de pedestres depredado na esquina da avenida Sezefredo Fagundes em frente ao 2.123 - Rubens Cavallari/Folhapress

Ainda assim, foram localizados 13 focos quebrados ou desligados, e em algumas vias havia muitos cruzamentos sem a sinalização do tipo. Ao todo, o Vigilante passou por 614 pontos de sinalização.

A pior situação foi encontrada da região sul da cidade. Na avenida Santo Amaro, quatro semáforos apresentaram defeitos (três estavam apagados e um estava quebrado, com sinais de depredação). Outros 68 focos funcionavam normalmente na via. Já na avenida Interlagos, dos 30 semáforos verificados, dois estavam desligados.

Na avenida Celso Garcia, via movimentada da zona leste, muitos pedestres atravessavam a via fora da faixa em um trecho longo e pouco sinalizado. "Como tem poucas faixas, aproveito o trânsito pra passar no meio. Só é preciso tomar cuidado com as motos", disse o borracheiro Daniel Lima, de 32 anos, após correr entre os carros.

Na mesma região, a avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello tinha quatro semáforos para pedestres com defeito, sendo dois deles em frente à estação Camilo Haddad, da linha 15-prata do monotrilho.

"Aqui tem que ficar atento, os carros passam muito rápido", disse a aposentada Maria de Fátima Silva, 67, que atravessava a rua com a neta, de 8. Nos 10 km de extensão da avenida, havia outros 98 semáforos funcionando normalmente.

A região com menos problemas foi a norte. Lá, apenas um semáforo na avenida Coronel Sezefredo Fagundes estava quebrado.

Na avenida Engenheiro Caetano Álvares, entretanto, 11 dos 26 cruzamentos não tinham focos semafóricos para pedestres, mesmo sendo uma via movimentada.

O mesmo ocorre na avenida Marquês de São Vicente (zona oeste), onde pelo menos quatro cruzamentos não têm a sinalização. No local, um dos 32 focos estava desligado.
Ainda na região oeste, a avenida Brigadeiro Faria Lima apresentou também um defeito, assim como a Vital Brasil.

Resposta

Questionada pela reportagem, a Prefeitura de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), disse que o índice de defeitos é baixo e que realiza manutenção constante dos equipamentos.

Em relação às avenidas que não possuem a sinalização em todos os cruzamentos, a gestão municipal disse que o equipamento é instalado em áreas onde há maior volume de travessias.

A prefeitura afirma ainda que todos os problemas pontuais apontados pela reportagem já foram corrigidos pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) durante a semana passada, exceto os focos da avenida Anhaia Mello, de responsabilidade do Metrô.

Assuntos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.