Descrição de chapéu Zona Leste Zona Sul

Depois de quatro anos, parceira para iluminação é retomada

Campo Limpo, Itaquera e São Mateus são os primeiros bairros a receber os pontos de luz

Mariangela de Castro
São Paulo

Após quatro anos parcialmente suspenso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, o contrato provisório de serviços de iluminação pública foi retomado nesta quinta-feira (5) pela gestão Bruno Covas (PSDB). 

Falta de iluminação em frente ao Memorial da América Latina, na Barra Funda (zona oeste), em 2018 - Rubens Cavallari/Folhapress

Nesta semana, os primeiros bairros a receber a iluminação foram Campo Limpo, Itaquera e São Mateus.
O documento foi publicado no último dia 24 de agosto depois de ser liberado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) há quatro meses, em abril. 

A PPP (parceria público-privada) existia desde 2015 e, ano após ano, era parcialmente suspensa pelo TJ. 
Agora, a prefeitura promete instalar 5.000 pontos de luz mensalmente na capital paulista. 

Atualmente, a demanda na cidade é de 3.800 solicitações relacionadas à luz, somando aproximadamente 20 mil pontos. 

Os locais prioritários para o início da iluminação foram definidos com base em índices de criminalidade da Secretaria da Segurança Pública, do governo do estado, gestão João Doria (PSDB).

Assim, os novos pontos de luz chegarão primeiro nas regiões onde foram contabilizados maiores números de ocorrências de roubo, estupro e lesão corporal dolosa (com intenção). São elas: Freguesia/Brasilândia e Vila Maria/Vila Guilherme (zona norte), Campo Limpo e Capela do Socorro (zona sul), Itaquera e São Mateus (zona leste) e Butantã (zona oeste).

A gestão Covas não informou qual será o prazo para término dos trabalhos.

A parceria irá custar cerca de R$ 28,9 milhões ao mês —total de R$ 7 bilhões. É a maior parceria público-privada de iluminação do país. 

Está previsto que o consórcio Ilumina SP atue no município por 20 anos.

O contrato também prevê manutenção, ampliação de 60 mil pontos de luz, instalação de 16 mil novos pontos em equipamentos urbanos e a substituição de luminárias por LED, para reduzir o consumo de energia.

Para a SSP, a iluminação pública é item de prevenção primária contra crimes. “Foi levado em conta que São Paulo está sem novas instalações de pontos há mais de dois anos”, afirmou Alexandre Modonezi, secretário das Subprefeituras.

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