Descrição de chapéu Zona Sul

Cabeleireiro é preso acusado de matar ex-mulher na frente dos filhos

Vítima já havia registrado três boletins de ocorrência de violência doméstica contra acusado

Alfredo Henrique
São Paulo

Um cabeleireiro de 28 anos foi preso acusado de matar a ex-mulher, uma promotora de eventos de 31 anos, na frente dos dois filhos da vítima, na madrugada desta terça-feira (10) no Jardim Ângela (zona sul da capital paulista). A vítima já havia registrado três boletins de ocorrência contra o suspeito. 

A promotora de eventos Taynara Cristina dos Santos, 31, foi morta no início da madrugada desta terça-feira (10), em frente aos dois filhos, no Jardim Ângela (zona sul da capital paulista). - Reprodução/Redes Sociais

Segundo a polícia, o cabeleireiro foi à casa da vítima com o intuito de reatar o relacionamento com ela. Porém, Taynara Cristina dos Santos teria se negado a voltar com o acusado. Por isso, segundo os filhos da vítima disseram à polícia, o cabeleireiro agrediu a promotora e, em seguida, atirou ao menos uma vez contra ela. Taynara chegou a ser encaminhada ao hospital do M’Boi Mirim, onde morreu. 

Enquanto a vítima era socorrida, o acusado fugiu. Vizinhos da promotora de eventos informaram as características físicas do suspeito à Polícia Militar. Durante ronda, policiais se depararam com o cabeleireiro, que estava dentro de casa, com a porta aberta. O imóvel fica a cerca de 250 metros do endereço onde houve o feminicídio (quando a vítima é morta pelo fato de ser mulher). 

 “O indiciado estava nervoso e admitiu que tinha efetuado um disparo de arma de fogo contra a vítima, sua companheira. A arma do crime, no caso um revólver calibre 38, teria sido jogada em um rio”, diz trecho do registro policial. 

O cabeleireiro foi preso em flagrante. A arma usada por ele não havia sido encontrada até a publicação desta reportagem. 

Segundo informações obtidas pela reportagem, a promotora de eventos havia registrado três boletins de ocorrência contra o cabeleireiro, entre outubro de 2015 e 16 de julho deste ano, por violência doméstica, ameaça e injúria. 

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